O CARIJO DA PALMEIRA

I
Povo bueno da Palmeira
Vai aqui o meu abraço
Vai junto os versos que faço
Com rimas que vem da mente
Para entregar de presente
Aos herdeiros do “Pé no Chão”
e com carinho, de coração
Homenagear os ervateiros
E a saga dos missioneiros
No carijo da canção

II
Meus versos são de saudades
Da velha roda de mate
São lembranças dos embates
De maragatos e chimangos
Das bailantas e fandangos
Levantando a polvadeira
Das prendas lindas e faceiras
Que guardo na minha memória
Que o tempo levou pra história
Na Vilinha da Palmeira

III
Vilinha do meu passado
Palmeira do meu presente
Cepa raiz e semente
De quem quer plantar futuro
Tu és o fruto maduro
Destas novas gerações
Traduzida nos poemas e canções
Do mais Gaúcho Festival
Que canta a vida bagual
Da Palmeira das Missões

POMPEO DE MATTOS
Deputado Federal
PDT-RS